sexta-feira, 16 de julho de 2010

Ao longo do tempo (I)

Há muitas maneiras de se contar a história. . Poderia ser pelo prisma político, genético, artístico, religioso, antropologia, arqueologia, científico, filosófico , ou social e tantas outra maneiras. Uma outra é contar pela trajetória dos alimentos.
Ao longo do tempo, os alimentos fizeram mais do que proporcionar sustento, agiram como catalisadores da transformação e organização social , desenvolvimento industrial, e expansão econômica.
A adoção da agricultura tornou possível novos estilos de vida estáveis e fez com que a humanidade caminhasse para um mundo moderno.
As primeiras civilizações tiveram como cultivos básicos a cevada e o trigo no Oriente, o arroz na Ásia, o milho e a batata nas Américas. Esses cultivos existiram exclusivamente pela intervenção humana. Assim , o homem transformou a planta e ela transformou a humanidade.
A rota das especiarias que atravessou o Velho Mundo levou e trouxe conhecimentos , costumes, culturas , descobertas , trocas, e traçou o mapa do mundo.
Os lucros do comércio das especiarias (cravos, noz moscada, canela entre outras)ajudaram a custear a “idade de ouro” da Holanda do século XVII, que ficou à frente do mundo no comércio, na ciência e na inovação financeira, e a abastada classe mercantil patrocinou artistas como Rembrandt e Vermeer.
Hoje passamos pelas gôndolas das especiarias no supermercado ,em pequeninos frascos ,e nem nos damos conta do passado que eles tiveram
Muitas escolhas alimentares feitas no passado tiveram consequências de longo alcance, ajudando a moldar os dias de hoje.

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