terça-feira, 7 de setembro de 2010

A história conta...e eu aprendo

No mundo clássico, na Grécia, o pão era um dos maiores símbolos de cultura, ao lado do vinho e do azeite de oliva. Em grego, comedor de pão significa homem, fazendo da comida a grande marca da civilização. Aqueles que não comiam pão, nem vinho e azeite, eram identificados pelos gregos como selvagem e bárbaros. Os romanos também tinham o pão como comida símbolo, com o mesmo sentido de civilidade. Em tempo de guerra os centuriões romanos comiam cerca de um kilo de pão por dia ,era uma dieta para dar sustentabilidade.
Mais tarde já na Idade Média a carne substitui o pão.Essa era a nova marca do guerreiro,mais próximo do caçador do que do agricultor.
Ao longo da história vão se agregando à alimentação, frutas, legumes, e outros, dando o perfil a nossa hoje dieta alimentar.O fato é tem lugar para todos os alimentos na nossa mesa , a escolha dos melhores é que é pessoal.
As dietas de emagrecimento fizeram com que o pão, o arroz, o feijão, as gorduras, e outros, se tornassem vilões desses regimes. Hoje, conscientemente, com informações científicas,sabemos que todos os alimentos tem sua importãncia, desde que saibamos harmonizar e equilibrar seu consumo.
Hoje eu tenho consciência de que o corpo necessita,basicamente, para ter boa saúde e disposição, de cereais, de óleos vegetais , de peixes magros , legumes e frutas.
Para beber, nada melhor que a àgua, depois chás e café.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Pão sovado

Ainda consigo uma receita do pão sovado que eu comia na casa da minha VóMaria.
O pão sovado ,para o café da tarde, vinha de uma padaria próxima, na José do Patrocínio, e era maravilhoso. Confesso que nunca mais comi esse pão em nenhum lugar.
Era um pão de meio kilo, vinha embrulhado em papel com as bordas enroscadas.Era macio , clarinho por fora e branquinho por dentro. Minha vó me conquistava com esse pão, ela sabia que eu iria correndo tomar o café da tarde com ela.
Esse pão ficou na minha memória infantil como uma das boas lembranças.

domingo, 5 de setembro de 2010

Fornos


Os primeiros fornos públicos foram criados pelos gregos, bem como as primeiras associações de padeiros, estabelecendo regras e regulamentos para o trabalho noturno dos fornos.

Os romanos conservaram a noção de forno público e, na época de Augusto, a capital italiana contava com mais 400 fornos.

A queda do Império Romano, as numerosas invasões bárbaras , as violências e os saques provocaram a diminuição das culturas, pelo que o consumo do pão se reduziu consideravelmente no regime alimentar das classes mais pobres. Foi então substituído por uma alimentação mais pesada, capaz de dar uma sensação de saciedade, nomeamdo as sopas e as papas compostas por outros alimentos .

Durante a Idade Média, os moinhos e os fornos, que na época dos romanos pertenciam ao Estado e eram portanto públicos, passaram a ser, depois do desmoramento do Império e da fragmentação dos territórios, propriedade exclusiva dos senhores feudais.

Com o surgimento das comunas livres na Itália, a retoma econômica e cultural em geral, assim como a expansão do comércio em toda a Europa, a figura do padeiro ressurgiu , bem como os fornos , e as corporações artesanais afirmaram-se.

sábado, 4 de setembro de 2010

Pão e os significados simbólicos

Ao pão são atribuidos numerosos significados simbólicos e místicos.
A história da fé e do pão tiveram uma evolução paralela.
O Antigo Testamento confirma historicamente a difusão da produção de farinha e a importância do pão para os povos do Médio Oriente. No entanto também se evoca a dureza do trabalho no campo, apresentando o pão como o fruto do esforço do homem:.".comerás o teu pão com o suor do teu rosto... até que voltes `a terra pois foi dela que saíste..."
As origens do pão perdem-se na memória da história da humanidade e a invenção da escrita é posterior.
É na religião católica que os seus valores tem mais peso.
A hóstia é considerada como o pão e a eucaristia representa a encarnação da figura de Cristo.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O pão de Neruda




"Pão,com farinha,
água e fogo cresces.
Espesso e leve,
estendido e redondo,
lembras o ventre da mãe,
germinação terrestre do equinócio.
Pão,
que fácil e profundo és:
no tabuleiro da padaria,
estendes-te , alinhado
como utensílios, pratos
ou papéis,
e de repente,
a vaga da vida,
a junção do germe
e do fogo,
e cresces, cresces
subitamente
com cintura, boca, seios,
colina de terra,vida,
o calor aumenta, a plenitude
e o vento da fecundidade inundam-te
e então
a tua cor de ouro fixa-se,
e guando os teus pequenos ventres são fecundados
a cicatriz morena
deixou a sua queimadura
sobre os teus hemisférios dourados.
Agora, intacto, és o trabalho do homem,
milagre renovado,
vontade da vida...."

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O popular Hipócrates

O pão é o alimento mais conhecido no mundo inteiro.
É importante sublinhar que o pão está voltando a nossa mesa reabilitado.
As ideias falsas e preconcebidas de que o pão engordava fizeram com que o consumo tenha vindo a diminuir até chegar estatisticamente a 200gr. por pessoa. A falta de informações nutricionais sobre os carboidratos foram em grande parte responsáveis por esse equívoco.
Hoje, a pirâmide alimentar como fonte primordial , o acesso às informações sobre a saúde, o exercício físico como prática habitual, colocaram acertadamente os carboidratos como fonte de energia, fornecendo 50% das calorias necessárias a uma dieta equilibrada e assim abandonando definitivamente o papel equivocado de vilão das dietas.
Aos que apesar de tudo ainda não acreditam e recusam o pão, este alimento essencial ,respondemos com Hipócrates: "O que faz engordar é o consumo excessivo de um alimento e a ingestão de uma quantidade de calorias superior às necessidades diárias de um indivíduo".
E aí , vai depender de cada um, é só reciocinar.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Embalagem


Um dos momentos preciosos dos pães caseiros é o da embalagem.
Já pronto o pão, descansado e esfriado na grelha,chega o momento de embalar para o seu destino, filhos e amigos.
Geralmente faço de dois a três pães na mesma manhã. Preparo as etiquetas com as devidas informações, tipo ;"branco orgânico, com gergelin, a data e etc".
Já frio o pão, envolvo em filme aderente,e depois coloco em um saco de plástico ou papel com a etiqueta adesiva fechando a embalagem.
Aí, aguardo ,carinhosamente, o momento da entrega.
A partir daí, é tudo com eles.

Oi, eu gostaria de saber se estava bom/.